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RÁDIO CULTURAL BRASIL
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil

Imprensa internacional repercute polêmica envolvendo Bolsonaro e caso de fake news na eleição

19 OUT 2018
19 de Outubro de 2018

As eleições no Brasil seguem em destaque na imprensa internacional nesta semana sempre com aquele olhar espantado para o que está acontecendo em uma das dez maiores economias do mundo.

Nesta quinta-feira (18), o The New York Times, por exemplo, publicou artigo de opinião dizendo que o futuro da Amazônia está em risco por causa das declarações recentes de gente ligada ao líder das pesquisas.

Nesta sexta-feira (19), em Londres o destaque dos jornais é o escândalo revelado pela Folha de S. Paulo sobre a rede de empresários que financiariam ilegalmente ataques contra o PT no Whatsapp.

O Daily Telegraph destaca que “líder da corrida presidencial no Brasil, candidato da extrema-direita é acusado de montar uma rede criminosa com grandes empresários para espalhar fake news pelo Whatsapp.”

Também em Londres, o The Guardian afirma que, aspas de novo, as “pesquisas sugerem que Jair Bolsonaro, um populista pró-tortura que elogia a ditadura, está caminhando para uma vitória esmagadora sobre seu rival esquerdista, Fernando Haddad, em 28 de outubro, com 59% dos votos”.

O jornal, que também classifica Bolsonaro como candidato de extrema-direita, destaca algumas das fake news mais notáveis desta eleição, como o caso da mamadeira erótica, e a Ferrari amarela do ex-prefeito de São Paulo.

Por fim, a revista The Economist, que tem sido uma das publicações mais firmes contra o voto em Jair Bolsonaro no exterior, publica nesta semana um novo editorial nesta semana criticando a postura do PT na campanha.

O texto começa dizendo que “personalidades geralmente importam mais na política brasileira do que os partidos. Mas se Jair Bolsonaro, um populista de direita, vencer a eleição presidencial em 28 de outubro, será em grande parte porque os eleitores desprezam o Partido dos Trabalhadores, de esquerda, do seu rival, Fernando Haddad.”

O nojo do PT, que governou o Brasil de 2003 a 2016, é justificado, segue a revista, até porque Dilma Rousseff foi um desastre. Lula está preso no âmbito da Lava Jato.

Mas o antipetismo vem de antes da operação e a rejeição de sua ideologia esquerdista, que é legítima, é às vezes tingida de esnobismo.

A Economist ainda defende que “em comparação com Bolsonaro, que insulta grupos minoritários e gosta de ditadores desde que sejam de direita, Haddad é uma figura reconfortante. Embora seu partido se incline para a esquerda, ele é um moderado.”

A revista inglesa conclui dizendo que “provavelmente é tarde demais para Haddad e PT convencerem os brasileiros que aprenderam com seus erros. Como resultado, o Brasil está pronto para eleger um presidente que representa uma ameaça real à jovem democracia do país.”


Fonte: https://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/imprensa-internacional-repercute-polemica-envolvendo-bolsonaro-e-casos-de-fake-news-em-eleicao.html

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